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domingo, 24 de setembro de 2017

Posição da CNBB sobre a redução da maioridade penal

Prevista para ser votada na última quarta-feira (20), a proposta de redução da maioridade penal na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado foi adiada para os próximos dias e/ou semana. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em nota de junho de 2016, se posicionou sobre a questão com preocupação. “Insistir que a prisão de adolescentes infratores seja caminho de solução para a violência no país é atribuir aos jovens uma situação da qual são mais vítimas do que autores”, diz o texto. A entidade acredita que é muito mais eficaz apostar nas medidas socioeducativas, em políticas públicas para a juventude e no fortalecimento da família, com educação e qualidade de vida, para o fim da violência. Confira a íntegra do texto abaixo.

P – Nº 0423/16

NOTA DA CNBB SOBRE PROJETOS EM TRAMITAÇÃO NO CONGRESSO

“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24)

Reunido em Brasília-DF, nos dias 14 a 16 de junho de 2016, o CONSELHO PERMANENTE DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DE BRASIL – CNBB dirige-se à população brasileira e, em especial, aos atuais representante pelo destino do país, para manifestar, mais uma vez, sua apreensão em relação à grave instabilidade institucional pela qual passa o Brasil. Esta situação exige dos três poderes da República o cuidado corresponsável para preservar os fundamentos de nossa Democracia e para propor ações que assegurem e ampliem os direitos sociais já conquistados, sob pena de sacrificar ainda mais os pobres e excluídos.

A vida socioeconômica e política brasileira passa por turbulências que não devem ser usadas para desviar nossa atenção de vários projetos de lei que, em avançada tramitação no Congresso Nacional, ameaçam conquistas e direitos de populações mais vulneráveis do país. Dentre eles, citamos três sobre os quais já nos pronunciamos em outras ocasiões, no cumprimento de nossa missão humanista e evangelizadora.

A Proposta de Emenda Constitucional 215 (PEC 215/2000), que transfere do Executivo para o Congresso Nacional a demarcação de terras indígenas, é um golpe mortal aos direitos dos povos indígenas, atingindo também comunidades quilombolas. A sede de lucro do agronegócio e os grandes projetos não podem se sobrepor ao direito originário dos indígenas, reconhecido pela Constituição Federal. O compromisso dos parlamentares, juntamente com o Executivo e o Judiciário, é envidar esforços para colocar fim aos conflitos e à violência que têm ceifado inúmeras vidas. “A violência usada para acumular dinheiro que mina sangue não nos torna poderosos nem imortais. Para todos, mais cedo ou mais tarde, vem o juízo de Deus, do qual ninguém pode escapar” (Papa Francisco, Misericordiae Vultus, 19).

Preocupam-nos também as articulações de bancadas no Congresso pela aprovação da PEC 171/1993 que propõe a redução da maioridade penal. Insistir que a prisão de adolescentes infratores seja caminho de solução para a violência no país é atribuir aos jovens uma situação da qual são mais vítimas do que autores. Dos 56 mil assassinatos ocorridos no Brasil em 2012, segundo o Mapa da Violência 2014, 30 mil (53,5%) foram de jovens, dos quais 77% eram negros. Apostar nas medidas socioeducativas, em políticas públicas para a juventude e no fortalecimento da família, com educação e qualidade de vida, é eficaz caminho para o fim da violência.

Outro projeto extremamente danoso à sociedade é o Projeto de Lei 3722/2012 que, na prática, revoga o Estatuto do Desarmamento. A quem interessa armar a população? Quem ganha com a venda de armas? Facilitar o acesso às armas é sustentar a falsa ideia de que a segurança está no armamento das pessoas, além de aumentar as oportunidades de homicídios. É preciso promover a cultura da paz pela não violência e investir em políticas públicas eficazes para toda a população.Atentos ao futuro e conscientes de que a cidadania deve ser construída e defendida a cada dia, sobretudo em tempos adversos, fazemos um apelo aos parlamentares: não aprovem esses projetos!  Ao povo brasileiro conclamamos: mantenha viva a esperança, porque “a esperança não decepciona” (Rm 5,5).Confiamos a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, a proteção de seus filhos e filhas.Brasília-DF, 16 de junho de 2016.

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNBB



FONTE: Site CNBB

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Mensagem da CNBB aos brasileiros para as celebrações do dia 7 de setembro


A conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na última sexta-feira 01 de setembro, mensagem para o dia 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil. No documento, a entidade encoraja as pessoas de boa vontade a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”. A instituição convida as comunidades a se unirem ao movimento O “Grito dos Excluídos” e, nesta data também, o Conselho Permanente da CNBB sugere as comunidades rezem juntos pela realidade brasileira no O Dia de Oração e Jejum pelo Brasil.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Carta dos Bispos do Regional Sul 1, da CNBB, aos Cristãos Leigos e Leigas


O Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que abrange as dioceses do Estado do São Paulo, divulgou uma carta aberta dirigida a todos os cristãos leigos e leigas das famílias, Paróquias, Comunidades, Movimentos, Associações e das diversas expressões laicais do Regional Sul1.
Clique Aqui para acessar a carta dos Bispos


Fonte: Site CNBB Sul1

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Ceseep apresenta Caderno com pronunciamentos

No caderno, as considerações de Igrejas, organismos, grupos eclesiais e de bispos sobre a PEC 287/2016

sábado, 4 de março de 2017

CNLB Sul I realiza Assembléia


Nos dias 10, 11 e 12 de março o Conselho Nacional do Laicato do Brasil do Regional Sul I (CNLB Sul I) estará realizando sua Assembléia Geral Ordinária que acontecerá na Diocese de Limeira em Araras-SP e terá como o lema “De esperança em esperança, até que tudo seja transformado!”.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Diferença Lógica Entre Religião E Espiritualidade

Em maio de 2014, em sua coluna do "jornal o Globo", Frei Beto escreveu um interessante artigo, destacando a "diferença entre religião e espiritualidade". Até gostaríamos de transcrevê-lo aqui, mas por questão de direitos autorais, não o faremos, nos limitando a deixar o link da matéria.


No entanto, parte do material utilizado no artigo nos parece ser de domínio público, pois está disseminado por toda a internet, em vários site e blogs. Assim, não vejo impedimento em apresentá-lo aqui. Este texto, ao que tudo indica, é de autoria de Pierre Teilhard de Chardin, um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que tentou construir uma visão integradora entre ciência e teologia, falecido em abril de 1955, ou seja, antes da realização do Concílio Vaticano II. Todavia, algumas publicações exibem o texto como sendo de "autor desconhecido", outros, como se fossem de autoria de quem o publicou em determinada mídia.

Apesar de termos efetuado uma pesquisa não muito aprofundada, não conseguimos obter a certeza de que o texto é realmente de autoria de Chardin, mas continuaremos essa busca e se chegarmos a um resultado positivo, citaremos aqui posteriormente.

Citamos acima o Concílio Vaticano II porque, apesar de encontrar muita resistência e mesmo críticas sobre sua obra e pensamento por parte da Igreja, percebe-se que alguns dos documentos do Concílio foram por ele influenciados.

De qualquer sorte, o texto a seguir nos chama a uma profunda reflexão sobre a relação entre religião e espiritualidade. E com Frei Beto talvez possamos perceber que ambas se complementem, mas não se confundem e, com isso, talvez aprendamos a respeitar a espiritualidade "dos outros". Vamos ao texto:
  

Diferença Lógica Entre Religião E Espiritualidade

A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.

A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência..

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.

A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual... Somos seres espirituais passando por uma experiência humana... " (Pierre Teilhard de Chardin ).